• Ma. Viviane Rodrigues

GRETA GARBO: VAMP, GREVISTA & MOCINHA

Atualizado: Ago 15


Greta Garbo nasceu Greta Lovisa Gustafsson em 18 de setembro de 1905, em Estocolmo, Suécia. Ela tinha quatorze anos quando seu pai morreu, o que deixou a família na miséria. Greta foi forçada a deixar a escola e trabalhar em uma loja de departamentos. A loja a usou como modelo em seus anúncios de jornal. Ela não tinha aspirações para o cinema até que apareceu em um curta publicitário na mesma loja de departamentos, quando ainda era adolescente.



Erik A. Petschler, diretor de comédia, viu o filme e deu a ela um pequeno papel em seu Pedro, O Vagabundo (1922). Incentivada por sua própria atuação, ela se inscreveu e ganhou uma bolsa de estudos para uma escola de teatro sueca. O famoso diretor sueco Mauritz Stiller a tirou da escola de teatro para o papel principal na saga Gösta Berlings (1924). Aos 18 anos, Greta estava em alta e ficou famosa mundo afora.


Quando já era uma estrela em Hollywood, Greta, cansada de repetir os papeis de vamp, fez uma greve - também por melhores salários. Ao final de alguns meses, recebeu o aumento que queria. Além disso, passou a escolher os roteiros dos filmes em que atuaria.




Embora nunca tenha ganhado um Oscar durante sua carreira, apesar de ter sido indicada quatro vezes, em 1954, ela recebeu um Oscar honorário pelo conjunto de sua carreira, mas não compareceu à cerimônia de entrega.


Depois da Segunda Guerra Mundial, Greta, como ela própria admitiu, sentiu que o mundo talvez tivesse mudado para sempre e se aposentou, nunca mais para encarar a câmera. Ela trabalharia pelo resto de sua vida para perpetuar a mística Garbo. Seus filmes, ela sentia, tinham seu devido lugar na história e ganhariam valor. Ela abandonou Hollywood e mudou-se para a cidade de Nova York. Ela faria um jet-set com algumas das personalidades mais conhecidas do mundo, como Aristóteles Onassis e outros. Ela passou um tempo cuidando do jardim e cultivando flores e vegetais. Ela escreveu sua biografia em 1990.


* Este post faz parte do ensaio: A CIDADE DAS MULHERES MORTAS: A VIOLÊNCIA REITERADA CONTRA AS MULHERES NA PRODUÇÃO FÍLMICA E SERIADA. Ele será publicado na obra coletiva 15 anos da Lei Maria da Penha: Avanços e Desafios (Coordenadores: Bruna I. Simioni Silva; Larissa Ribeiro Tomazoni e Paulo Silas Filho).


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